A Alepe sediou, ao longo desta semana, uma série de audiências públicas para a defesa oral de candidatos ao título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. A honraria é concedida anualmente pela Secretaria Estadual de Cultura e pela Fundarpe.
Dos 59 artistas e entidades habilitados neste ano, seis vão ser escolhidos pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco. Eles vão ser agraciados com uma bolsa vitalícia para garantir a manutenção das atividades. A presidente do colegiado, Márcia Souto, destacou o objetivo do título, criado por meio de lei estadual em 2002.
“A intenção da legislação é exatamente preservar o nosso patrimônio cultural, que a gente possa garantir para as outras gerações o repasse desses conhecimentos. Então essa bolsa é para possibilitar que aquele patrimônio continue desenvolvendo seu trabalho e repassando para novas gerações.”
Dentre os critérios de seleção estão a idade, a situação financeira e o valor cultural dos artistas para Pernambuco. De acordo com o Conselho, também serão levados em conta a regionalização, para contemplar todo o estado; a inclusão de mulheres, que ainda são minoria na lista dos atuais 51 titulados; e a identificação de manifestações que ainda não foram registradas como Patrimônio Vivo.
Esta foi a primeira vez que a Alepe cedeu espaço para a realização das audiências, que aconteceram no Museu Palácio Joaquim Nabuco. A superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico do Legislativo, Cynthia Barreto, ressaltou a importância desse tipo de parceria.
“Eu acho muito importante para a Alepe esse vínculo com a cultura de Pernambuco, essa divulgação. Afinal de contas, a Assembleia Legislativa busca a melhoria, a qualidade do povo pernambucano de todos os pontos de vista, inclusive os culturais.”
Os nomes dos seis eleitos vão ser anunciados na próxima semana. A diplomação acontece no Teatro de Santa Isabel, no próximo dia 17 de agosto, quando se celebra o Dia Nacional do Patrimônio Histórico.